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"Ao transitar pelos repertórios da destruição e violência proponho explorar o gesto como recordamento em performances que resultam em vestígios e intervenções no espaço físico. Resultado do confronto com diferentes "corpos”, meus rastros estão presentes não apenas nas marcas das agressões, mas também em resíduos matéricos e resquícios de objetos que foram incinerados ou previamente carbonizados para, em seguida, serem destruídos. Dessa forma, proponho ir na contramão das performances que são realizadas na vista do público e que priorizam o real como presença - fixado no tempo linear - o tempo vazio da modernidade, para Walter Benjamin. Ao explorar a performance como memória de uma cadeia de gestos - inscrições físicas como ato de rememoração, em que o passado intervém no presente - minhas ações não apenas propõem borrar a fronteira entre ausência e presença como, também, violar o privilégio da visão que domina toda metafísica do ocidente”. 
Yara Pina nasceu em Goiânia, cidade onde atualmente vive e trabalha. É bibliotecária e artista. Recentemente, suas pesquisas em poética têm girado em torno da destruição, violência, iconoclastia, corpo e memória. 
É bacharel em Biblioteconomia (2002) e Artes Visuais (2009) pela Universidade Federal de Goiás, e pós-graduada em Arte Contemporânea pela mesma instituição.  No ano passado integrou as segundas edições da Frestas Trienal, Entre pós-verdades e acontecimentos e da  mostra Performatus, O que está a luz de nosso tempo discernimos no escuro. Recebeu o FID Prize 2017 da Foire Internationale du Dessin, instituição independente, situada em Paris, dedicada à divulgação do desenho contemporâneo. Em 2016, participou das mostras coletivas Ruminescências, realizada durante a comemoração dos cem anos do dadaísmo (Cabaret Voltaire, Goiânia) e Das Virgens em Cardumes e da Cor das Auras (Museu Bispo do Rosário, Rio de Janeiro). Entre os anos 2014 e 2015 integrou: a Bienal Internacional Desde Aquí (Bucaramanga, Colômbia); e, também, o programa Open Sessions, realizado pelo Drawing Center, Nova York, do qual resultou as mostras Act + Object + Exchange (2014) e Name it by trying to name it (2015). Em 2012, foi premiada pelo Salão de Abril de Fortaleza, Ceará.

contato: yarapina@gmail.com