Entre acervos

October 19, 2019

Depois de Buenos Aires e Belo Horizonte, agora é a vez de Anápolis receber “Entre Acervos”. A exposição reúne trabalhos de vinte e seis artistas de vários estados do Brasil tendo como um de seus objetivos, ampliar a divulgação e valorizar os acervos que estão sob a guarda dos principais museus goianos. Apresenta-se um recorte curatorial a partir de obras pertencentes aos museus de Arte Contemporânea de Goiás (MAC) e de Arte de Goiânia (MAG), ambos sediados em Goiânia, capital de Goiás; do Museu de Artes Plásticas de Anápolis (Mapa), cidade goiana localizada a 40 km da capital, e do Museu de Arte Contemporânea de Jataí, município da região sudoeste.

Local: Centro Cultural UFG - Câmpus Colemar Natal e Silva

https://centrocultural.ufg.br/n/120001-programacao-do-2-refluxo-festival-experimental-de-arte-no-centro-cultural-ufg

Período do Evento: 11 a 13 Setembro 2019

O Refluxo – Festival Experimental de Arte – é um festival com a finalidade de experimentar e incentivar as vivências “poético-crítico-criativas”. Possui um caráter horizontal, não competitivo, colaborativo e aberto a participação de artistas nacionais ou estrangeiros.

Em sua segunda edição, o Refluxo – Festival Experimental de Arte traz como forte referência e homenageia os “Domingos de Criação”, promovidos pelo MAM do Rio de Janeiro no ano de 1971. Sob esse mote, o Festival propõe um ambiente dedicado à livre experimentação das linguagens artísticas contemporâneas e a discutir as relações entre o que está dentro e fora das instituições, na rua, com o intuito de levantar questões como o atual lugar da arte e da educação.

O Festival, promovido pela Faculdade de Artes Visuais – FAV/UFG, convoca todos que quiserem participar, individual ou coletivamente, residente no país, brasileiro ou estrangeiro residente no Brasil.

REFLUXO programação

 

PROGRAMAÇÃO

 

Dias 11, 12 e 13 (Das 18 às 22 h)

e há de interessante nele? Escreva uma descrição cativante para chamar a atenção do seu público...

Aula inaugural FAV

September 03, 2019

A Coordenação do Curso de Artes Visuais - Bacharelado convida a todos para Aula Magna e conversa com a artista Yara Pina.

O calendário das atividades que serão ministradas nesse dia são as seguintes: 

Dia 03/09/2019 - 10.00 h - 12.00h: Aula Magna seguida de um debate com o público - Auditório da FAV

Dia 03/09/2019 - 14.00h-16.00h: Conversa da artista com os alunos da FAV - Galeria da FAV

Mother I s

August 03, 2019

The Search for the essence of the feminine being.

a group exhibition curated by Dayalis Gonzalez.
on view: August 3, 2019 through August 30, 2019.

Artists:
Cecilia Niebla
Gabriela Martínez
Lisyanet Rodríguez
Sonia Báez-Hernández
Lisu Vega
Rossana Jardim
Katiuska Saavedra
Morella Jurado
Evelyn Politzer
Yara Pina
Hanny Marin
Pamela Dalton Hendricks

DIÁLOGOS À MARGEM - Grupo de Pesquisa "História da Arte: Imagens Políticas"

June 04, 2019

Série de diálogos com artistas promovidos Grupo de Pesquisa HAIPO  - História da Arte: Imagens Políticas em parceria (PPGH-UFG) com a Galeria da FAV - UFG. 

@grupo.haipo

Salão Anapolino de Arte

May 18, 2019

24 SALÃO ANAPOLINO DE ARTE

Mother, I see myself in your eyes (ConcreteSpace, Florida, USA

March 23, 2019

Ana Mendieta’s life and work are the motivation to review contemporary artworks that show feminine sensibility’s multiple ways of expression, celebrating International Women's Month.​

"There is no original past that must be redeemed: there is the void, the orphanhood, the land without baptism from its beginning, time that observes us from the earth’s interior. There is, above all, the search for the origin." - Ana Mendieta

Identity, gender, and race; migration, and transcultural processes; female spirituality, anthropological inquiry, rituality, and cosmogony; the female body as source; channeling the relationship of nature and the cycles of life and death as language, these are the paths where the Cuban-born artist Ana Mendieta leads us (Matanzas, Cuba, 1948- New York, USA, 1985) . Her life and work inspire a closer look into contemporary Latin American artistic production across multiple modes of expressing female sensibility.

Art and life; the public and private spheres; the historical, economic and socio-political contexts; the problems of gender, race, identity, and cultural resistance; the interpretations and practices of a magico-religious nature come together giving form to this plural sample of diversity, inclusivity, multiculturalism, and semantics.

Curated by Dayalis Gonzalez, with 39 artists from across the globe exploring the essence of the feminine being and in celebration of March as Womens' History Month.

Adriana Amelia Gómez, Adriana Sandoval, Aurora Molina,Carlos Martiel, Danay Vigoa, Evelyn Politzer, Flor Mayoral,Gabriela Martínez, Gisela Savdie, Grethell Rasúa, Ilian Arvelo/ Diego Damas, Karla Caprali, Katiuska Saavedra, Kenia Arguiñao, Lisu Vega, Lisyanet Rodriguez Damas, Lotti Rosenfeld, Maikel Domínguez, Margarita Cano, Marielle Plaisir, Mirta Gomez del Valle, Mirtho Linguet, Morella Jurado, Nela Arias-Misson, Nina Fuentes (Nina Dotti), Orlando Gutiérrez /Herman Sckretting, Pamela Diamante,
Plastic Guajiras (Amarilys González y Yailyn González), Rebecca Setareh, Rossana Jardin, Sandra Ramos, Sara Molano, Sonia Baez-Hernández, Susana Pilar Delahante Matienzo, Valeria Yamamoto, Vanessa Fernández Guasch, Verónica Fazzio, Yali Romagoza, Yara Pina

ONE IN A MILLION

November 08, 2018

‘One In a Million’

A Group Exhibition focusing on Multiples, Series and Editioned works.

Pati Camet (Peru), Carla Chaim (Brazil), Alberto Casari (Peru),
Paula Cortazar (Mexico), Artur Lescher (Brazil),
Jose Carlos Martinat (Peru), Jose Luis Martinat (Peru),
Paulo Nazareth (Brazil), Radu Oreian (Romania), Yara Pina (Brazil),
Nicolas Pol (France), Ibrahim Ahmed (Egypt), Rodrigo Sassi (Brazil), Lauren Seiden (US), Mateusz Von Motz (Poland).

Brunch opening 10th November 2018 from 11am
Exhibition 8th November – 1st December 2018

Um acervo em construção - Centro Cultural da UFG

October 22, 2019

Um acervo em construção

 

Trabalhos dos artistas Anahy Jorge, Dalton Paula, Eliane Chaud, Edney Antunes, Enauro de Castro, José César, Yara Pina, Selma Parreira e do Grupo EmpreZa compõem a mostra “Um acervo em construção”, que poderá ser visitada a partir do dia 23 de outubro, no Centro Cultural da Universidade Federal de Goiás (CCUFG). Os artistas escolhidos para esta edição, que se iniciou com uma exposição em Anápolis, se dedicam a produções que dialogam entre si, não só porque utilizam mídias em comum, mas, também, por desenvolverem poéticas narrativas que discutem questões próprias da sociedade contemporânea, explica o curador Paulo Henrique Silva.

O conceito curatorial da mostra se apresenta em duas vertentes distintas: o de artistas que atuam ou atuaram como professores da Faculdade de Artes Visuais da UFG, e o de artistas com uma trajetória profissional que une a formação acadêmica e o fazer empírico em suas pesquisas e produções. A concepção curatorial também é resultado da atual pesquisa desenvolvida pelo curador Paulo Henrique Silva acerca do uso do corpo, ou situações e vestígios que remetem ao seu uso para a produção dos trabalhos. 

 

A montagem apresentada no CCUFG conta com um conjunto de 23 trabalhos desenvolvidos em linguagens como pintura, desenho, gravura, videoarte, videoinstalação, instalação, performance e escultura. Para a edição, a curadoria optou por apresentar obras que apontam os inúmeros tipos de mídias (suportes) utilizados pelos artistas para darem vazão aos desdobramentos de suas narrativas poéticas.

 

O projeto é uma realização da Associação Cultural Motriz com recursos do Fundo de Arte e Cultura de Goiás 2016.

 

Paulo Henrique Silva 

curador

Um acervo em construção

June 30, 2018

visitação: 2 a 31 de julho 2018, Museu de Arte de Anápolis, Goiás

Dialetos 2, Centro Cultural de São Paulo

March 17, 2018

de 17/3 a 6/5
A exposição Dialetos 2 reúne 20 jovens artistas contemporâneos do cenário do Planalto Central. Nela será apresentado um recorte com visão diversificada e pluralista de artistas do estado de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal e Goiás. Esta edição, assim como a primeira, realizada em 2012, não tem a intenção de apresentar uma visão totalizadora da produção emergente atual; restringiu-se, portanto, à seleção de obras de alguns jovens do Centro-Oeste que têm se destacado em mostras regionais e nacionais e em mecanismos de mapeamento, como os salões de arte de Anápolis, Jataí, Campo Grande, Cuiabá e Brasília.

terça a sexta, das 10h às 20h, sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h – livre – Piso Caio Graco
grátis – sem necessidade de retirada de ingressos

+A Ação Cultural do CCSP recebe grupos para visita mediada à exposição, de terça a sexta, às 10h30 e às 14h30 – informações: visitasccsp@prefeitura.sp.gov.br

mais informações:  http://centrocultural.sp.gov.br/site/eventos/evento/dialetos-2/

Frestas Trienal de Artes, Sorocaba, SP (12/08/2017 a 13/12/2017)

August 12, 2017

Frestas Trienal 2017
Entre Pós-Verdades e Acontecimentos
A arte fura.
Esta edição de Frestas associa o nome do evento à noção de interstício: um espaço-entre cheio de sensibilidade e potência criativa transformadora, onde a ambiguidade e a indefinição de conceitos, formas e modelos é explorada de modo poético e crítico. Enquanto o existir nas cidades parece se reduzir a dígitos numéricos em cenários homogêneos de shoppings, conglomerados e condomínios, apostamos aqui na máxima “criar é resistir”, compreendendo a prática da arte e sua fruição como singulares vias propositivas libertadoras do contexto de exaltação da produtividade, competitividade, vigilância e espetacularização da vida.
Considerando que a natureza regrada e acadêmica da arte ruiu há tempos, refletimos sobre a impossibilidade de definir Verdade na obra contemporânea, e também discutimos as narrativas políticas sustentadas por memes e populismos midiáticos amparados em discursos morais e dogmáticos, que ganham força e constituem parte do contexto que a própria arte espelha e reage.
O título da mostra veio antes do termo Pós-Verdade ser indicado como o mais comentado na internet em 2016. O termo não é novo e seu germe já aparece em Verdade e Política (1967), de Hannah Arendt. Recentemente, ele se tornou protagonista no comentário político internacional, impulsionado pelo afã, de grandes publicações jornalísticas em disseminar, pela rede, opiniões como fatos consistentes que rapidamente ganham status de verdades.
Já a ideia de Acontecimento refere-se à natureza de uma Trienal, e a sua definição na antropologia e filosofia: Acontecimentos, sempre temidos e esperados, como um evento climático, militar ou político, que trazem o risco de um corte irreversível com o passado, marcando transformações profundas no curso histórico e social de comunidades.
Participam da mostra artistas de diferentes nacionalidades, gerações e linguagens, cujas obras trazem questões como ambiguidades formais; transdisciplinaridade; temporalidade; performatividade; gênero e sexualidade; crítica social e artisticidade. Mais da metade dos projetos são comissionados e inéditos, e ocuparão o edifício da Unidade além de vias públicas, outras instituições, lojas e ruínas históricas, criando circuitos de experiências estéticas instigantes entre o Sesc e a cidade.
Daniela Labra
Curadora Geral

Mostra Performatus#2 (1 a 09/07/2017)

July 01, 2017

O QUE ESTÁ À LUZ DO NOSSO TEMPO, DISCERNIMOS NO ESCURO

 

[…] contemporâneo é alguém que fixa

o olhar no seu tempo, para perceber

não as suas luzes, mas o seu escuro. [1]

 

Em um período sombrio e barulhento, há que discernimos no escuro o que está a luz do nosso tempo… Tempo em que os direitos humanos não são ainda priorizados como uma pauta urgente, em que vozes ainda são silenciadas, em que existências são tornadas invisíveis, em que corpos são renegados e não são trazidos à luz; são condenados à escuridão… Tempo em que o capital é prioridade e a natureza sofre a consequência de forma contundente. É preciso frear esse tempo bruto. É preciso acelerar uma marcha rumo a uma sociedade mais justa, a um mundo mais harmônico, mais esclarecido, mais consciente e menos nebuloso.

A Mostra Performatus #2 propõe, através de ações ao vivo em performances, de exibições de filmes e vídeos, entre outras atividades que têm o corpo e a performatividade como núcleo das expressões artísticas apresentadas, um enorme grito coletivo que repercuta alto em prol da liberdade, correspondendo a um berro contra uma norma castradora, contra o ódio, contra o egoísmo, contra a deterioração de um habitat que nos é necessário, toando uma marcha conjunta e heterogênea em direção à visibilidade, buscando uma forma de viver mais igualitária para as diferenças que coabitam um mesmo lugar e uma conscientização sobre a necessidade de preservamos a nossa natureza, que inclui o nosso meio ambiente bem como as nossas diversificadas vidas em suas variadas interioridades, subjectividade e identidades.

O grito – que ecoa ininterrupto – não é necessariamente um berro identificável através de um som ou da mais pura razão logocêntrica; é uma exclamação de urgência que vem crua, penosa e livre em composições variadas através de sons, imagens, movimentos e outras formas, é um grito que não cessa diante de tantas incertezas, é uma súplica franca contra as barbáries que ainda vigoram na humanidade mesmo depois de mais de um século das constatações e da filosofia de Nietzsche para questionar por completo o ideal ascético, mesmo depois do péssimo exemplo do totalitarismo levado ao extremo com o holocausto durante a Segunda Guerra Mundial, mesmo depois do terror de “Auschwitz”, depois das atinadas palavras de Simone de Beauvoir em prol das igualdades entre gêneros, dos esclarecedores textos de Judith Butler, de Paul B. Preciado, depois do ativismo de Martin Luther King, depois dos exercícios descolonialistas de Darcy Ribeiro, mesmo com as mais assustadores consequências ambientais que vemos sucedidas em prol de um capitalismo cruel e egoísta. O grito persiste. O grito se mantém como resposta às tiranias diárias. O grito é pelo que ocorreu ontem e pelo que pode continuar ocorrendo amanhã.

Não é possível que ainda haja o aniquilamento da força criativa do sujeito em função de algo que se mantém como um poder inabalado, representando uma força suprema ainda vinculada a uma equivocada noção de superioridade do sexo masculino sobre o feminino. O grito não acaba enquanto permanecer a condenação da liberdade com relação à sexualidade, o grito é alto e desesperado onde ainda se cultiva a desvalorização da vida em função de uma suposta realidade suprassensível. O grito se mantém onde vozes ainda são caladas. O grito é insistente e nesse grito habita a repulsa com relação às velhas estruturas já fracas, prestes a desabar em suas redomas empoeiradas. O grito é elevado e mescla indignação e cansaço por haver tanto machismo, tanta misoginia, pelo fato de a sociedade perpetuar-se fundamentada no falocentrismo, por causa de uma cultura tão unicamente heterocentrada. O grito é por desejo de vida, de integridade, de justiça. É um grito que não para enquanto houver o culto a um corpo tido como “ideal”, enquanto houver uma burguesia a produzir miséria, enquanto houver racismo, xenofobia. O grito clama persistente por uma ruptura com um passado que perde sentido e força; é um grito que não cessará até que haja mudança. E é imprescindível que gritemos no meio da escuridão da nossa atualidade para, então, buscarmos uma direção contrária rumo à serenidade e lucidez.

 

Paulo da Mata e Tales Frey (eRevista Performatus)

Curadores

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© 2018 por Yara Pina.

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