Nos últimos anos, Yara Pina tem investigado diferentes contextos sociais e históricos explorarando os rastros da memória da violência e suas inscrições sobre os corpos violados e ausentes.  Dessa forma, têm sidos recorrentes em seus trabalhos o legado de opressão do patriarcado, do colonialismo e dos regimes autoritários para refletir sobre o esquecimento das vítimas da violência, cujo propósito tem sido não apenas desumanizá-las, mas também destruir suas identidades, seus nomes e suas memórias. Além dos corpos ausentes que vêm sofrendo com constantes apagamentos, Pina também explora a ausência e o desaparecimento do corpo na performance realizando ações sem a presença de público e que deixam apenas vestígios da passagem do seu corpo.

 

Yara Pina é natural de Goiânia, Goiás (1979). Bacharel em Biblioteconomia e Artes Visuais pela Universidade Federal de Goiás. Já participou de mostras no Brasil e no exterior como a Frestas Trienal de Artes (SESC Sorocaba, 2017), Pivô Pesquisa (residência, 2020), e mais recentemente, do I Circuito Latino-Americano de Arte Contemporânea (2021, Casa de Cultura Mário Quintana, Porto Alegre. Atualmente, vive e trabalha em Goiânia.

​|Exposições e residências selecionadas|: I Circuito Latino-Americano de Arte Contemporânea, Casa de Cultura Mário Quintana, Porto Alegre, RS; Pivô Pesquisa, Ciclo III Beck's, Pivô, SP, 2020; Mother, I see my self in your eyes (Laundromat Art Space, 2019 / Concrete Art Space, Flórida, 2019, USA); Frestas Trienal de Artes, Entre pós-verdades e acontecimentos (SESC Sorocaba, SP, 2017); Open Sessions (Drawing Center, Nova York, 2014-2015); Act + Object + Exchange (Drawing Center, New York, 2014); Name it by trying to name it (Drawing Center, New York, 2015); |Acervos públicos|:  Museu de Arte do Rio Grande do Sul, (Porto Alegre, RS); Centro Cultural da Universidade Federal de Goiás (Goiânia, GO); Museu de Artes Plásticas de Anápolis (Anápolis, GO)