Marcas da infâmia#3 (2019)

sombra agredida com golpes de chave de fenda, cinzas de imagens de vítimas de feminicídio

vestígios de ação

dimensões variáveis

Marcas da infâmia#2 (2017)

sombra agredida com golpes de facão, cinzas de imagens de vítimas de feminicídio

vestígios de ação

dimensões variáveis

Marcas da infâmia#1 (2017)

sombra agredida com golpes de espeto, cinzas de imagens de vítimas de feminicídio

vestígios de ação

dimensões variáveis

“mulheres morrem menos por arma de fogo(...)”*

As ações têm como referência casos de feminicídio íntimo  – em ambiente doméstico e familiar no Brasil - envolvendo o uso de instrumentos perfurantes, cortantes e contundentes utilizados pelos autores do crime para mutilar e desfigurar os corpos das vítimas. Com base nesses relatos, tenho desenvolvido uma série de silhuetas – em andamento - em que agrido minha sombra, violando principalmente partes do corpo relacionadas à feminilidade e sexualidade das mulheres. Ao preencher as marcas das violações com cinzas das imagens das vítimas – veiculadas pela imprensa - pretendo deixar em evidência as principais partes visadas pelos agressores.

*BRASIL. Diretrizes Nacionais de feminicídio. Brasília, DF: ONU Mulheres, 2016, p. 91

Marks of infamy #1, 2017

shadow beaten with skewer

traces of action

dimensions variable

Marks of infamy #2, 2017

shadow beaten with machete

traces of action

dimensions variable

"Women die less because of firearms ..."

The actions refer to cases of intimate femicide in Brazil - in the domestic and family environment - involving the use of piercing, sharp and forceful instruments used by the perpetrators of the crime to mutilate and disfigure the bodies of the victims. Based on these accounts, I have developed a series of silhouettes - in progress - that bite my shadow, mainly violating parts of the body related to women's femininity and sexuality. The ashes of the victims' images that fill in the marks of the violations highlight the parties targeted by the attackers.

*BRASIL. Diretrizes Nacionais de feminicídio. Brasília, DF: ONU Mulheres, 2016, p. 91

© 2018 por Yara Pina.

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